História

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História

 

1963: Fundada a Associação dos Metalúrgicos de Betim, primeira tentativa de organização da categoria no município.

 

1964: Com o golpe militar de 31 de março de 1964, a Associação é fechada.

 

1974: A Associação é reorganizada.

 

1976: Com a obtenção da carta sindical, é fundado o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica, Mecânica e de Material Elétrico de Betim. Seu primeiro presidente é Nadir Pinheiro, metalúrgico na siderúrgica Vale do Paraopeba.

 

1978: Em 23 de outubro daquele ano, metalúrgicos de Betim dão início à primeira greve da categoria, na Fiat Automóveis, FMB e Krupp.

 

1979: Em 27 de setembro, operários da Fiat, FMB e Krupp entram novamente em greve. Guido Leão dos Santos, metalúrgico da Fiat, é atropelado ao tentar escapar do cerco policial montado nas imediações da montadora e morre.

 

1981: Metalúrgicos de Igarapé são incorporados à base de representação do Sindicato.

 

1984: Em assembleia realizada no dia 3 de junho, 1.200 operários aprovam a realização de uma nova greve na Fiat, que se estenderia à FMB. Neste mesmo ano, o Sindicato integra manifestações realizadas em todo o país para reivindicar eleições diretas para presidente.

 

1987: A chapa “Garra Metalúrgica” vence as eleições sindicais e assume a direção do Sindicato. A preocupação com as condições de saúde na Fiat e em outras fábricas da região ganha destaque. É criado o Departamento de Saúde. Um médico do trabalho e uma engenheira de segurança são contratados. Neste mesmo ano, o Sindicato dá início a uma campanha pelo pagamento do “Adicional de Insalubridade” na Fiat. Foram coletadas 4.662 assinaturas entre os operários da montadora, que dão origem a uma ação coletiva.

 

Tão logo é notificada, a Fiat passa a pressionar individualmente cada um dos que haviam assinado a procuração. Ao final de um mês, todos são ameaçados de dispensa. Mais de 1.200 trabalhadores resistem e são demitidos. Após tramitar por quatro anos na Justiça, a ação é arquivada com a assinatura de um acordo que obriga a montadora a pagar o adicional a todos os que haviam se mantidos firmes.

 

Em julho, metalúrgicos das siderúrgicas Amaral, Metalsider 1 e 2 e Santa Helena entram em greve para reivindicar reajuste. Durante os 23 dias de paralisação, o Sindicato organiza um fundo de greve para manter o movimento. Os metalúrgicos destas três empresas se tornam os primeiros em Minas Gerais a conquistar a reposição integral dos 26,06% que haviam sido confiscados naquele ano pelo “Plano Bresser”.

 

Meses depois, com uma greve realizada por trabalhadores da Timinas, FMB, Comec e Resil, metalúrgicos de Betim e Igarapé conquistam 93,06% de reajuste e um ano de estabilidade no emprego, melhor acordo firmado naquele ano no país.

 

1988: O Sindicato integra a campanha nacional por uma Constituição Cidadã e empunha a bandeira da jornada semanal de 40 horas.

 

1989: Em assembleia, metalúrgicos de Betim e Igarapé apóiam a candidatura de Luís Inácio Lula da Silva à presidência. Em visita a Betim, Lula é apresentado aos operários da Fiat.

 

1992: Sindicato participa de mobilização nacional em defesa do impeachment do presidente Fernando Collor de Mello (1990-92), destituído naquele ano.

 

1995: O Sindicato realiza campanha junto aos operários da Fiat para reivindicar equiparação com os salários pagos nas montadoras do ABC paulista. Em 17 de abril, nova tentativa de greve na montadora é sufocada pela repressão interna. Nove dirigentes sindicais e um membro de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes são expulsos da fábrica. Para conter a insatisfação entre seus operários, a Fiat propõe um reajuste de 35%, que é aceito pelos trabalhadores. Em outubro, os dirigentes sindicais foram reintegrados ao trabalho por decisão da Justiça.

 

1997: Sindicato participa das manifestações de protesto contra o modelo privatista e o desmonte da legislação trabalhista levado a cabo pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998/1999-2002).

 

1999: Metalúrgicos de São Joaquim de Bicas são incorporados à base de representação do Sindicato.

 

O Sindicato integra mobilização nacional em favor de um contrato coletivo para a indústria metalúrgica, intitulada “Festival de Greves”. No dia 29 de setembro, dirigentes sindicais de várias partes do país se deslocam até Betim para apoiar a paralisação. Policiais militares armados de cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo, auxiliados por seguranças contratados pela montadora, dispersam os piquetes.

 

O confronto que se deu dali em diante não impediu, entretanto, que trabalhadores e dirigentes sindicais caminhassem até as imediações da fábrica para lembrar o motivo pelo qual estavam ali e protestar contra a violência. Oito dirigentes sindicais são suspensos do trabalho para apuração de suposta “falta grave” e só retornam à fábrica um mês depois.

 

2000: Para dar fim à utilização de banco de horas na Fiat, diretores do Sindicato acampam nas imediações da fábrica por 42 dias. Parlamentares e lideranças sindicais do ramo metalúrgico no país vêm a Betim para apoiar a resistência. O movimento é vitorioso.

 

2002: O Sindicato se opõe à renovação de um acordo assinado um ano antes, que havia fixado em 30 minutos o intervalo para refeição na Fiat. Trabalhadores apóiam.

 

Em 27 de março, durante a troca de turnos na montadora, 600 trabalhadores são orientados a atacar os dirigentes sindicais que lá se encontravam. Paulo Miguel de Oliveira, diretor do Sindicato, é agredido. A resistência fez, entretanto, com que o intervalo de uma hora fosse restabelecido.

 

Em setembro daquele ano, Sindicato promove o “Plebiscito da Alca”, iniciativa liderada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para conhecer a opinião dos brasileiros sobre a Área de Livre Comércio das Américas. Orientados pela entidade a rejeitarem a negociação em curso naquela época, cerca de 3.700 metalúrgicos responderam à consulta e, em sua maioria, disseram não à Alca, que acabou sepultada no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).

 

2004: É inaugurada a subsede do Sindicato no bairro Jardim Piemont, em Betim, região que concentra grande número de empresas metalúrgicas no município.

 

2007: Em dezembro, o Sindicato é uma das entidades fundadoras da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), à qual se mantém filiado atualmente.

 

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