Campanha Salarial

02 de agosto de 2016

Campanha Salarial Unificada de 2016: unidade na luta para garantir conquistas


Na última sexta-feira (29), um ato público na portaria da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte, marcou a entrega da pauta de reivindicações dos metalúrgicos à entidade patronal, dando a partida oficial na Campanha Salarial Unificada da categoria este ano.

 

O documento foi entregue por representantes da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), ligada à CTB, à qual nosso Sindicato é filiado, e também por lideranças da FEM/CUT e Femetal (Força Sindical), que integram a Campanha Salarial Unificada.

 

Para o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida, o momento, agora, é de unir as forças para garantir as reivindicações da categoria, como um reajuste digno, a defesa do emprego, além de outras conquistas.

 

“A exemplo do ano passado, a campanha salarial de agora deve ser uma luta de muitas dificuldades. Mas, com a mobilização e união de todos os trabalhadores junto às suas entidades representativas, é possível chegarmos a um acordo satisfatório. Para tanto, também é preciso que os trabalhadores saibam dar a resposta aos patrões na hora certa”, ressaltou.

 

Para o presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha, a união das federações na campanha deste ano, representa um passo à frente na luta dos metalúrgicos por reajuste digno, a defesa do emprego e demais reivindicações que constam da pauta da categoria.

 

“Minas é o único Estado em que conseguimos congregar três concepções sindicais diferentes há pelo menos 20 anos, ressalvando-se um ou outro ano em que não conseguimos fechar um acordo. Isso é muito importante, pois temos um grande desafio pela frente, no qual o que está em jogo são os interesses de milhares de pais e mães de família e também do setor empresarial”, destacou.

 

PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DA CAMPANHA SALARIAL 2016

 

AUMENTO SALARIAL: este ano, os metalúrgicos reivindicam reajuste de 12,5%, índice que inclui a reposição da inflação do último ano, que só será conhecida no fim de setembro; e aumento real de salários. A pauta também inclui reajuste de 9,9% para trabalhadores de empresas em que não houve acordo coletivo de trabalho em 2015, a serem aplicados nos salários a partir de 1º de outubro daquele ano, além dos 12,5% reivindicados este ano;

 

ABONO DE SALÁRIO NOMIMAL: a categoria cobra um abono correspondente a um salário nominal, a ser pago juntamente com os salários relativos ao mês de outubro de 2016;

 

PISO DE INGRESSO: a partir da vigência da próxima Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), nenhum trabalhador da categoria poderá receber valor inferior a R$ 2.200,00;

 

REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO: os metalúrgicos querem a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários, reivindicação que visa a estimular a criação de empregos na categoria;

 

GARANTIA DE EMPREGO: com esta reivindicação, os metalúrgicos cobram as empresas a garantia no emprego pelo prazo de 90 dias, a contar da assinatura do acordo;

 

GARANTIA AO EMPREGO EM VIAS DE APOSENTADORIA: os empregados que tenham no mínimo 5 anos de empresa e que comprovadamente estiverem a um máximo de 18 meses de aquisição do direito à aposentadoria integral, fica assegurado o emprego ou salários durante o período que faltar para a aquisição do direito;

 

BANCO DE HORAS NÃO: dentre as reivindicações dos metalúrgicos também está a manutenção das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, sem banco de horas.

 

CLÁUSULAS ESPECÍFICAS PARA AS MULHERES

 

GARANTIA DE EMPREGO À GESTANTE: Fica impedida a demissão arbitrária da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez, até seis meses após o parto;

 

REMANEJAMENTO DE FUNÇÃO: A critério do Serviço de Saúde e Medicina do Trabalho (SESMT) e mediante atestado médico, a empregada gestante deve ser remanejada de função, do início da gravidez até o período anterior a 4 semanas antes do parto;

 

DIREITO À AMAMENTAÇÃO E À CRECHE: A reivindicação é para que a metalúrgica possa amamentar o próprio filho até que este complete oito meses de idade. Em relação à creche, as empresas nas quais trabalhem pelo menos 20 mulheres com mais de 16 anos de idade devem credenciar o local, mediante convênio.

 

Fonte: Imprensa do Sindicato.

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