Campanha Salarial

19 de abril de 2016

Metal˙rgicos da PAM cruzam os brašos por reajuste salarial e melhoria das condiš§es de trabalho


Trabalhadores da metalúrgica PAM, em Igarapé, estão em greve desde a última sexta-feira (15). Eles reivindicam reajuste nos salários e benefícios e urgência na melhoria das condições de trabalho.

 

A PAM, que conta com cerca de 40 empregados, é uma das empresas da base de atuação do Sindicato que ainda não fechou o Acordo Coletivo de Trabalho com a entidade referente à Campanha Salarial de 2015. Diante da má vontade da empresa em negociar, os metalúrgicos decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado.   

 

Com a greve, a empresa, numa manobra ilegal, recrutou trabalhadores para contratação, o que foi registrado pelo Sindicato durante a permanência de diretores da entidade na portaria da fábrica.

 

Diante da intransigência patronal, o Sindicato denunciou a PAM à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais (SRTE-MG), que agendou uma audiência de mediação entre as partes para a tarde desta terça-feira (19).  

 

Reivindicações

 

Além do aumento nos salários, os trabalhadores da PAM reclamam das péssimas condições de trabalho na empresa. No chão de fábrica, a poluição, causada pelo despejo de partículas de resíduos de minério, é absurda, colocando em risco a saúde e a segurança dos operários.

 

“A poluição é tanta que a gente só enxerga os colegas de trabalho a uma distância de 2 metros. Várias vezes, já ocorreram situações de acidentes com as empilhadeiras, devido à dificuldade para se enxergar”, denunciou um metalúrgico.

 

Os trabalhadores também denunciaram aos diretores do Sindicato que compareceram à portaria da empresa para dar apoio ao movimento de greve que as empilhadeira não vêm recebendo a devida manutenção. “Tem empilhadeira aqui sem farol, sem buzina e soltando óleo”, contou outro empregado.

 

O mau cheiro exalado pelos produtos químicos utilizados pela PAM no tratamento dos resíduos de minério é forte, chegando a incomodar a vizinhança, assim como o barulho, que é intenso.

 

Insalubridade

 

Segundo o vice-presidente do Sindicato, Paulo Moreira dos Santos, o “Paulinho Febem”, anos atrás o Sindicato iniciou um debate com a empresa sobre a poluição no interior da fábrica e cobrou da PAM mudanças para melhorar as condições de trabalho bem como o pagamento de adicional de insalubridade aos empregados até que os problemas fossem sanados. Porém, sem nenhuma justificativa, a direção da empresa abandonou as negociações.

 

De lá para cá, algumas medidas chegaram a ser tomadas pela empresa, como ampliação do galpão; instalação de um exaustor, que, segundo os funcionários, nunca funcionou; e colocação de uma espécie de cortina de água na entrada da fábrica, para inibir a poeira. No entanto, tais medidas se mostraram insuficientes.

 

Não bastasse as péssimas condições de trabalho, os metalúrgicos da PAM reclamam que nem mesmo o direito a um banho decente na hora de deixar o trabalho têm sido respeitado pela empresa.

 

“Para tomar banho, somos obrigados a apanhar uma ficha, que mantém o chuveiro aberto por apenas 6 minutos. Além do tempo curto, que é insuficiente para tirarmos o minério que impregna no corpo, são apenas dois chuveiros para atender a todos os funcionários. Com isso, voltamos para casa sujos, tendo que tomar outro banho e a trocar de uniforme todos os dias”, disse indignado um metalúrgico.

 

Fonte: Imprensa do Sindicato.

 

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