Campanha Salarial

24 de novembro de 2015

Patrões dão as costas para nos metalúrgicos e insistem com o banco de horas


Em mais uma rodada de negociações, ocorrida nesta terça-feira (24), a comissão de negociação da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) manteve a proposta chantagista de condicionar qualquer reajuste salarial à inclusão de uma cláusula que permita o banco de horas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o que tem resultado na demora para o fechamento de um acordo.

 

Os metalúrgicos de Minas ainda são um dos poucos trabalhadores do país com campanha salarial no segundo semestre do ano que permanecem sem aumento de salários e sem quaisquer direitos resguardados por um acordo coletivo com as empresas.

 

Já fecharam acordo os trabalhadores da categoria em Caxias do Sul e Carlos Barbosa (RS), Camaçari (Bahia) e Rio de Janeiro. Em São Paulo, na região do ABC Paulista, acordos já foram fechados para os metalúrgicos dos grupos de fundição, estamparia, máquinas e eletrônicos e autopeças.

 

Em Campinas e Região, metalúrgicos da Toyota (Indaiatuba), Mercedes Benz (Campinas) e Honda (Sumaré) fazem parte das montadoras que já têm acordo coletivo fechado este ano. Além disso, categorias como os petroleiros e bancários também já garantiram conquistas em suas campanhas salariais neste segundo semestre.

 

“Como bem ficou comprovado nas manifestações que fizemos esta semana nas portarias de diversas fábricas, apenas a mobilização e unidade dos metalúrgicos poderão acabar com a intransigência dos patrões e garantir nossas conquistas”, afirma o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida.

 

Magna

 

Ao primeiro sinal de pressão dos metalúrgicos, a Magna, sem esperar pela definição das negociações gerais da Campanha Salarial com a Fiemg, resolveu fazer uma antecipação salarial de 4%, além de ter negociado também um abono no valor de R$ 1.400,00. As conquistas, entretanto, ainda não foram suficientes para sufocar o descontentamento dos trabalhadores.

 

“Esta antecipação ainda está bem aquém da nossa reivindicação de reposição integral das perdas que tivemos nos salários com a inflação, acompanhada de aumento real. Por isso, o clima de mobilização está mantido na fábrica”, reforça o diretor do Sindicato Isaías Rodrigues, que é metalúrgico na empresa.

 

“Além disso, temos que manter nossa unidade para resolver muitos problemas específicos da fábrica, que ainda não foram solucionados por parte da Magna”, emenda o também diretor do Sindicato e metalúrgico na fábrica Eduardo Costa.

 

Fonte: Departamento de Imprensa - Sindbet.

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