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19 de maio de 2017

Centrais: Suspender reformas feitas por um governo sem legitimidade


Em nota com o título "Por eleições democráticas e contra as propostas de reformas trabalhista e previdenciária", divulgada nesta quinta-feira (18), as principais centrais de trabalhadores do Brasil exigem que sejam retiradas da pauta do Congresso Nacional as reformas trabalhista e da previdência. 

 

As centrais também afirmam que as constantes denúncias envolvendo as instituições republicanas mostram que “falta legitimidade social e política ao governo”. Segundo as entidades, as reformas penalizam o trabalhador.

 
“Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional”, finalizam as centrais.
 
A nota é assinada pela Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Central de Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

 

Confira a nota na íntegra:

 

NOTA OFICIAL DAS CENTRAIS - POR ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS E CONTRA AS PROPOSTAS DE REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

 

 
Diante do aprofundamento da crise política após as graves revelações contidas nas delações envolvendo o presidente Temer e outros políticos de expressão nacional, as Centrais Sindicais alinham-se à cidadania democrática para exigir a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e desmandos que vêm paralisando o País, criando insegurança e impactando negativamente a economia nacional, que se manifesta na forma da recessão e no crescente e alarmante índice de desemprego que assola milhões de famílias de trabalhadores.

 


 

Os trabalhadores exigem o estrito cumprimento do rito constitucional e a revalorização do estado de direito como a via para a devida apuração destas e das demais denúncias e acusações que, cada dia mais, pesam sobre o mundo da política e da administração pública. Desta forma, recusamos e combateremos qualquer iniciativa de promover medidas que afrontem nossa Constituição democrática e cidadã como alternativa à grave crise política à qual o País vem sendo submetido.

 

 

O permanente esgarçamento das instituições republicanas, ocasionado pelas denúncias e acusações de corrupção, nos leva a considerar que falta legitimidade política e social ao governo para, num momento de grave crise institucional, política, econômica e social como a que estamos vivenciando, querer jogar sobre as costas dos trabalhadores e da parcela mais humilde da sociedade o custo do ajuste econômico representado pelas propostas de reformas trabalhista e previdenciária que tramitam no Congresso Nacional, às quais exigimos que sejam imediatamente retiradas da pauta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. É importante que este debate sobre as propostas de reformas aconteça de forma ampla, envolvendo as representações dos trabalhadores e a sociedade civil.

 

 

 
Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, tarefa que deve mobilizar a sociedade civil e suas mais importantes representações, os partidos políticos, as centrais sindicais e as demais organizações dos trabalhadores e representações patronais. Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do Governo Federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas.


 
No dia 24 próximo as Centrais Sindicais estarão em Brasília, com a Marcha Nacional dos Trabalhadores, reafirmando  todo o nosso repúdio às propostas de reformas trabalhista e previdenciária e, ao mesmo tempo, buscando soluções democráticas para o atual momento político pelo qual o País atravessa.


 
Antonio Neto
Presidente da CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros
 

Adílson Araújo
Presidente da CTB - Central dos Trabalhadores Brasileiros
 

Paulo Pereira da Silva - Paulinho da Força
Presidente da Força Sindical
 

José Calixto
Presidente da NCST - Nova Central Sindical dos Trabalhadores
 

Ricardo Patah
UGT - União Geral de Trabalhadores
 
 
 
 
 
FONTE: Portal Vermelho

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