NOTÍCIAS

16 de março de 2017

A insatisfação contra a reforma da Previdência toma as ruas do País


Dezenas de milhares de cidadãos participaram dos atos contra a reforma da Previdência do “Dia Nacional de Paralisação”, convocado por centrais sindicais e movimentos sociais. Em São Paulo, palco do maior protesto, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estimou em 150 mil o número de manifestantes que tomaram a Avenida Paulista e parte da Consolação. Ao menos outras 22 capitais brasileiras registraram atos nesta quarta 15.





Recebido na Avenida Paulista aos gritos de “guerreiro do povo brasileiro”, o ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva subiu no carro de som e fez um ácido discurso contra o governo Temer: "Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado nesse país não foi apenas contra a Dilma, contra os partidos de esquerda, foi para colocar um cidadão sem nenhuma legitimidade para acabar com as conquistas da classe trabalhadora ao longo de anos, com a reforma trabalhista e da Previdência".
"Somente quando a gente tiver um presidente legítimo a gente vai conseguir fazer esse país voltar a crescer, gerar emprego e recuperar a confiança", emendou Lula. "Um dia nesse país nós resolvemos o problema da previdência incluindo os pobres no orçamento. Quando a gente conseguiu incluir o pobre no orçamento da União, o pobre passou a ser a solução ao invés do problema. Quando geramos 22 milhões de emprego, todas as categorias tinham aumento acima da inflação”.



Até a noite de ontem, o ex-presidente não havia confirmado presença no ato. De acordo com Luiz Dulci, ex-secretário geral da Presidência e dirigente do Instituto Lula, o líder petista estava reticente em discursar num ato promovido por centrais sindicais, mas resolveu comparecer após saber da presença de lideranças de outros partidos.



"Hoje é um dia histórico, hoje o Brasil parou", celebrou Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. Vagner Freitas, presidente da CUT, enfatizou que este foi apenas o primeiro grande ato contra a reforma da Previdência. "O próximo será maior", prometeu. Segundo o líder sindical, se o governo não retirar o projeto, Temer enfrentará "a maior greve geral que o Brasil já viu".



A manifestação transcorreu sem problemas até o início da dispersão. Por volta das 20 horas, algumas pessoas montaram uma barricada de fogo na rua Comenale, entre o Masp e o acesso à avenida 9 de Julho, noticiou o jornal Folha de S.Paulo. Nesse momento, a Polícia Militar passou a reprimir os manifestantes com balas de borracha e gás de pimenta.
 
 
Capital paulista parada


O dia começou tumultuado em São Paulo. Na noite da terça-feira 14, os metroviários decidiram, em assembleia, paralisar suas atividades por 24 horas, mesmo após o Tribunal Regional do Trabalho determinar a manutenção de um efetivo de 100% durante os horário de pico e de 70% no restante do dia, sob pena de multa diária de 100 mil reais. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia se antecipado à decisão da categoria e entrou na Justiça contra uma eventual paralisação.
Os motoristas e cobradores de ônibus também participaram do “Dia Nacional de Paralisação”, e permaneceram nas garagens até às 8 horas da manhã. A paralisação dos ônibus também afetou as linhas da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), que operam nas regiões de Guarulhos, Alto Tietê, ABC e na Baixada Santista. Na região do ABC, 70 mil passageiros foram prejudicados pela paralisação dos trabalhadores de oito empresas permissionárias que operam 47 linhas com uma frota de cerca de 330 ônibus metropolitanos.



Com o metrô funcionando parcialmente nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Amarela durante todo o dia, além da paralisação completa dos serviços do monotrilho (linha 15-Prata), São Paulo registrou o maior trânsito desde o início do ano. Às 9h30, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 201 quilômetros de congestionamento no centro expandido, muito acima da média para o horário, entre 53 e 89 quilômetros.



Reunidos na Praça da República, professores da rede estadual entraram em greve nesta quarta-feira 15. Os docentes da rede municipal decidiram o mesmo, durante uma assembleia realizada no Viaduto do Chá. 
 
 

FONTE: CARTA CAPITAL

Enquete

Boletim
Eletrônico

Cadastre-se e receba as
noticias do Sindicato
Rua Santa Cruz, 811 | Centro | Betim - MG | CEP 32600-028 | (31) 3539-6500 | metalurgicosdebetim@metalurgicosdebetim.org.br

Horários de funcionamento do Sindicato:
- Sede: 8h30 às 12h e das 13h às 18h.
Endereço: Rua Santa Cruz, 811, Centro - Betim.
Telefone: (31) 3539-6500.
- Subsede: 8h30 às 16h45.
Endereço: Rua Toyota, 222, bairro Jardim Piemont - Betim.
Telefone: (31) 3597-0260.

Visitas desde junho/2016: 364450
Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região © 2017 All Rights Reserved.